PROPOSTA DE AGOSTO DE 2013
EM SEGUIDA, APRESENTAMOS ALGUNS EXEMPLOS DE REDAÇÕES, CORRIGIDAS E COMENTADAS, COM NOTAS DIFERENTES, SOBRE O TEMA EM QUESTÃO.
Meia-entrada: Você é contra ou a favor? Por quê?
Projeto de lei que tramita no Congresso nacional limita a concessão da meia-entrada para estudantes, jovens de baixa renda, portadores de necessidades especiais e idosos, a 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento cultural e esportivo. Há muito tempo, existe uma polêmica em torno da meia-entrada para estudantes no Brasil. Artistas e empresários da área afirmam que têm de aumentar o preço dos ingressos para poder arcar com o custo do benefício e reclamam da ingerência do Estado no mercado. Os estudantes reivindicam seu direito adquirido. Gestores de políticas públicas alegam que o preço é pago por adultos, que têm renda maior, num gesto de solidariedade social necessária ? a qual, portanto, deve ser obrigatória. E você, o que pensa disso tudo? É a favor ou contra a meia-entrada? Por quê? Antes de escrever, leia com atenção os textos abaixo, que podem ajudá-lo a refletir sobre o tema.
ELABORE UMA DISSERTAÇÃO CONSIDERANDO AS IDEIAS A SEGUIR:
Mobilização de estudantes, artistas e produtores culturais, para votação do projeto de lei que regulamenta a meia-entrada, durante reunião na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Vício em meia-entrada
“Para ela [a atriz Fernanda Montenegro], outro problema da cultura atualmente é o ‘vício’ em ingresso barato e em meia-entrada. ‘Você não pode fazer um espetáculo em que, se aparecer 100% de público com carteirinha, você obtém metade da bilheteria. Se você levar essas carteirinhas no supermercado, o açúcar não sai pela metade do preço, não é verdade?’”
[Entrevista da atriz à Folha de S. Paulo]
Quem paga o pato
Dois projetos de lei em tramitação no Congresso propõem a regulamentação nacional da meia-entrada para estudantes em atividades culturais e esportivas - a qual já existe em alguns Estados.
A concessão de meia-entrada é criticada por empresários e produtores com base em dois argumentos.
O primeiro é o de que essa política seria uma ingerência sobre a atividade empresarial, pois obrigaria o setor privado a subsidiar os ingressos dos estudantes. O segundo é o de que os preços dos ingressos estariam sobrevalorizados para cobrir os custos de uma grande quantidade de meias-entradas fraudadas.
Para lidar com esses problemas, os projetos propõem uma cota de 40% dos ingressos para meias-entradas. Além de equivocada nos seus pressupostos, essa medida viola o princípio da universalidade do direito e gera grandes iniquidades.
A alegação de que as políticas de meia-entrada interferem na administração das atividades empresariais, obrigando o setor privado a fazer política pública, não procede.
A política de meia-entrada introduz um mecanismo de subsídio cruzado no qual os consumidores adultos subsidiam o consumo dos jovens e dos idosos - setores com renda significativamente inferior.
Ao estabelecer sua política de preços, o empresário nada mais faz do que transferir os custos da meia-entrada para os não beneficiados. Quem subsidia o benefício, portanto, são os consumidores adultos.
[Artigo de Pablo Ortellado e Luciana Lima, na Folha de S. Paulo]
Subsídio cruzado
Entre 91% e 96% dos paulistanos defendem a meia-entrada, segundo o Datafolha. Esta não é a primeira nem a última vez em que uma substancial maioria se põe de acordo em relação a um tema e ela está objetivamente errada.
(...)
Nesse contexto, a meia-entrada desponta como uma armadilha cognitiva quase irresistível. Pelo que parece ser um custo irrisório, temos a chance de promover a cultura, investir na formação dos jovens e, de quebra, ainda prestar reconhecimento aos mais velhos. Tudo isso fazendo justiça social. Descrito dessa forma, fica mesmo difícil opor-se ao mecanismo.
Para os que não acreditamos em mágica, porém, a meia-entrada representa um subsídio cruzado de resultados particularmente duvidosos. No caso dos idosos, as tabelas do IBGE mostram que as pessoas com mais de 60 anos têm renda média superior às faixas mais jovens.
Isso significa que subsidiá-los implica concentrar renda e não distribuí-la como parecia ser o objetivo.
No que diz respeito aos estudantes, o quadro é mais confuso. O desconto aqui pode beneficiar tanto ricos quanto pobres.
Mas, como observou o economista César Mattos num belo artigo sobre a meia-entrada publicado no site do Instituto Braudel, os grupos de maior renda tendem a passar mais tempo nas escolas e universidades, extraindo assim uma fatia maior da prebenda. Robin Hood às avessas ataca mais uma vez.
[Hélio Schwartsman, Folha de S. Paulo]
EXEMPLOS DE REDAÇÕES,CORRIGIDAS E COMENTADAS, COM NOTAS DIFERENTES, SOBRE O TEMA APRESENTADO ACIMA.
REDAÇÃO 1
Aluno:***
Idade:***
Colégio:***
NOTA : 0,0
Existe racismo no Brasil?
O preconceito no racial [preconceito racial] é tema recorrente de discussão. Embora não possa se comparar na proporção em outros partes do planeta, tais como o racismo nos EUA e no período Apartheid na África do Sul,tal preconceito ainda persiste no nosso Brasil, por meio de desigualdade social. [Apesar de não se poder comparar o que acontece aqui com o que ocorre nos EUA ou na época do Apartheid, na África do Sul, o preconceito racial persiste no Brasil, por meio da desigualdade social.]
A escravidão limitou [impediu] a população negra de ser inserida na economia do país, no século XIX. Com o “fim” da escravidão, muitas pessoas de cor escura não tinha do que sustentar-se [tinham como se sustentar, pois] , não era aceita [eram aceitas] no mercado de trabalho.
Muitos por não serem inseridos na sociedade [Por não se inserirem na sociedade, muitos] ficam sujeitas a [sujeitos à] marginalização. Contudo, o número de estudantes negros em universidades públicas brasileiras é pequeno. Mais existe [Mas existem] programas sociais, como o sistemas de cotas para tentar diminuir essa diferença.
Seria necessário políticas para ser desenvolvida para a melhoria da condição de vida das pessoas com afrodescendência. Cada cidadão brasileiro, deveria colocar um fim nesse preconceito racial.
Comentário geral
O texto é um exemplo do que não se deve fazer. Sem ler a proposta , o aluno escreveu sobre o que quis. Não se pode produzir um texto sem ter certeza de que se entendeu as instruções que servem de pré-requisito para produzi-lo. Esta redação poderia até ter uma nota 4,0, caso o tema fosse esse. Não é. A leitura atenta da proposta é o primeiro passo para fazer uma boa redação. Não se deve começar a escrever antes de ter certeza sobre o que se vai fazê-lo.
Aspectos pontuais
1) Segundo parágrafo:
a) os escravos foram a base da economia brasileira durante a Colônia e o Império. Então, dizer que eles não se inseriram na economia do país é um contrassenso.
b) Não basta pôr entre aspas uma palavra para mudar seu significado. Seria melhor o aluno explicar porque não considera o fim da escravidão um verdadeiro fim.
c) “Cor escura” é um eufemismo no limite do racismo.
2) Terceiro parágrafo:
a) Se você não está dentro, está fora, se não faz parte da sociedade, está à margem dela. Isso é um truísmo.
b) “contudo” é uma conjunção adversativa, mas aqui ela não está introduzindo uma oração que se contrapõe à anterior. Os dois fatos apresentados não têm relação entre si.
3) Último parágrafo: há erros crassos de concordância e pontuação. Além disso, a declaração, longe de ser conclusiva, é simplesmente a expressão de uma opinião, sem a devida justificação.
Competências avaliadas
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 0,0
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,0
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,0
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,0
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,0
Total 0,0
Desempenho do aluno em cada competência
Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
REDAÇÃO 2
Aluno:***
Idade:***
Colégio:***
NOTA 2,0
Uma mudança geral na economia
Em um país democrático como o Brasil, altamente conservador dos Direitos Humanos, a tênue da política “meia-entrada” nos leva crer que o país está mudando sua ideologia econômica. Entretanto, uma mudança radical no padrão socioeconômico como essa, requer [essa requer] diálogos plausíveis em relação à condição, o público-alvo e as consequências em que essa política será submetida.
Embora a meia-entrada seja direcionada aos estudantes, o índice de fraude não pode ser deixado de lado. A lei ainda está sob análise, mas já apresenta divergências enormes por parte dos empresários.
Com a suposta aprovação da lei, o mais afetado será o sistema econômico brasileiro, pois os empresários teriam que triplicar seus subsídios para manter os eventos.
Os locais consequentemente estariam sempre superlotados, o que aumentaria os transtornos no transporte público em dia de evento, engarrafamentos, assaltos e, sobretudo, os gastos que não seriam recompensados a [à] altura com a bilheteria do evento: pois a cota está avaliada em mais de 40%.
A importância de inovações no sistema geral brasileiro faz-se necessária, no entanto, é preciso um planejamento com investimentos dentro daquilo [de] que o país dispõe. Logo, o projeto “meia-entrada” não atende aos critérios pressupostos pela situação econômica e social do país atualmente.
Comentário geral
Texto fraco, que revela incompreensão da proposta e uma análise da questão que não tem o menor fundamento na realidade. Considerar a meia-entrada como uma grande transformação na política econômica do país ou é uma brincadeira ou é um enorme exagero. De resto, o texto não é um conjunto organizado de ideias claramente expostas, mas um amontoado de declarações avulsas, muitas das quais sem sentido.
Aspectos pontuais
1) Primeiro parágrafo: além do modo exagerado de encarar a meia-entrada como revolução econômica, o texto revela incompreensão do problema: não se está criando a meia-entrada, pois ela já existe. O que se está fazendo é restringir o benefício. Chama a atenção o uso inadequado, quase aleatório, de adjetivos, como “conservador”, “tênue” e “plausíveis”.
2) Segundo e terceiro parágrafos: as declarações não se ligam umas as outras e não apresentam justificativas que deem a elas um mínimo de plausibilidade. De onde, por exemplo, o autor deduz que seria necessário triplicar o preço dos ingressos caso a meia-entrada fosse instituída? Mas o mais impressionante é o autor não saber que já existe a meia-entrada.
3) Quarto parágrafo: que cota está avaliada em mais de 40%? O que o projeto de lei propões é outra coisa: é restringir as meias-entradas a 40% dos ingressos existentes para cada espectáculo.
4) Quinto parágrafo: o uso de expressões vazias como “sistema geral brasileiro” (o que é isso?) torna o parágrafo meramente retórico, sem que haja algo de verdadeiramente substantivo nas suas afirmações.
Competências avaliadas
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 0,5
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 0,5
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 0,5
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 0,5
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,0
Total 2,0
Desempenho do aluno em cada competência
Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
REDAÇÃO 3
Aluno:***
Idade:***
Colégio:***
NOTA 6,0
Meia-entrada: Regulamentação Já
Dois projetos de lei em tramitação no Congresso reacenderam uma antiga polêmica [polêmica,] com o objetivo de regulamentar e limitar a concessão da meia-entrada para estudantes, jovens de baixa renda, portadores de necessidades especiais e idosos a 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento cultural e esportivo.
Produtores e empresários da área argumentam que são forçados a aumentar o preço dos ingressos para arcar com os custos do benefício, tornando esses eventos muitas vezes inacessíveis para a maioria da população que não conta com a meia-entrada. Regulamentar seria um passo a mais no sentido de tornar os eventos culturais e esportivos acessíveis a toda a população sem deixar de conceder o benefício da meia-entrada para alguns.
Abolir a meia-entrada não é o que propõem os projetos em tramitação, apenas regulamentá-la, e esta é uma medida fundamental já que se trata de uma ingerência do Estado na economia. "Você não pode fazer um espetáculo em que, se aparecer 100% de público com carteirinha, você obtém metade da bilheteria. Se você levar essas carteirinhas no supermercado, o açúcar não sai pela metade do preço, não é verdade?" pontua a atriz Fernanda Montenegro.
Está na hora da [de a] proposta de regulamentação da meia-entrada deixar de ser um tópico polêmico para ser vista como uma reivindicação coerente e democrática em que [com a qual] a cultura, o esporte e os cidadãos têm muito a ganhar.
Comentário geral
Texto bom, sem problemas graves. No entanto, é importante notar que o autor se posiciona mais acerca do projeto de lei do que da meia-entrada propriamente dita, como exige a proposta. Além disso, de um modo geral, o aluno se limitou a reproduzir, com suas palavras, fatos e argumentos da proposta, sem acrescentar ideias suas. Nesse sentido, a citação da declaração de Fernanda Montenegro está jogada na redação sem ter vínculo imediato e explícito com a ideia que a antecede.
Aspectos pontuais
1) Segundo parágrafo: se esse é um passo a mais, qual é o outro passo dado anteriormente? O correto seria dizer apenas um passo.
2) Terceiro parágrafo:
a) o problema da ingerência do Estado foi mal apontado aqui. Não vai se regulamentar a meia-entrada por ser ela uma ingerência. Além disso, ao modificá-la (pois a medida já existe e já é regulamentada), o Estado continuará a ingerir na economia, o que só deixaria de acontecer se o Estado deixasse o problema para os empresários resolverem.
b) A transcrição da declaração de Fernanda Montenegro não está vinculada com o que foi dito imediatamente antes e sua vinculação com o texto como um todo se dá a nível de conteúdo, revelando um problema de coesão.
Competências avaliadas
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,0
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 1,5
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 0,5
Total 6,0
Desempenho do aluno em cada competência
Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
REDAÇÃO 4
Aluno:***
Idade:***
Colégio:***
NOTA 8,0
Meia-entrada: o outro lado da moeda
A lei de [da] meia-entrada foi criada com a função de acessibilizar [tornar acessíveis] atividades culturais como espetáculos teatrais, por exemplo, para estudantes, menores de 21 anos e idosos, já que, supostamente, essa classe não tem uma renda muito alta. Apesar de ser um ótimo incentivo, precisa-se avaliar até que ponto a lei é realmente funcional.
Pagar meia entrada [meia-entrada] tornou-se comum entre os brasileiros, a [brasileiros. A] população sofre de um "vício" do ingresso barato. Com isso, nem todos que usufruem do benefício da meia-entrada têm real necessidade [disso] . Há os que se encaixam nos requisitos da lei (estudantes/menores de 21 anos/idosos), mas não possuem uma renda tão baixa a ponto de não poderem pagar o valor inteiro do ingresso; e tem [há] os que não se encaixam nos critérios da lei e ainda assim dão um jeito de pagar meia-entrada pelo costume de pagar barato.
Jovens e idosos se beneficiam pagando meia entrada [meia-entrada] , contudo não tem [há] quem arque com os custos deste benefício. A lei implica em [implica] subsídios aplicados sobre o valor do ingresso inteiro para suprir os que são vendido [vendidos] pela metade do preço. Mas quem paga esse custo se numa plateia todos forem pagante [pagantes] de meia-entrada?
Um ator de teatro, por exemplo, tem como pagamento de seu serviço o valor arrecadado na bilheteria. Se um dia todos da plateia forem jovens e idoso [idosos] o ator só receberá metade de seu pagamento. Olhando por esse lado [lado,] a lei não parece ser tão benéfica como a maioria da população acredita ser (de acordo com pesquisas do IBGE, mais de 90% dos brasileiros apoiam a lei de meia-entrada).
Dado isso, conclui-se que é necessária a conscientização do Governo e também da população. A população precisa agir com mais honestidade e cidadania sobre essa e qualquer outro tipo de lei; o Governo precisa rever a lei da meia-entrada, um acordo entre artistas, produtores culturais e empresas ligadas ao ramo cultural, onde o Governos repassasse a outra metade do valor do ingresso, seria uma solução onde todos saem ganhando, inclusive os que realmente precisam de apoio e incentivo para ter acesso à cultura.
Comentário geral
Texto bom, mas com a linguagem muito próxima da norma coloquial. Além disso, há prolixidade e o texto se estende por mais do que o limite estabelecido. De qualquer forma, os méritos são maiores que os problemas: há uma estrutura dissertativa e uma argumentação, ponderando aspectos positivos e negativos da meia-entrada.
Aspectos pontuais
1) Primeiro parágrafo: não se trata propriamente de uma classe social, mas de grupos formados principalmente em função da faixa etária.
2) Último parágrafo: a frase assinalada está solta no período, faltam elementos que a liguem sintaticamente à frase anterior.
Competências avaliadas
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,0
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 1,5
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 1,5
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 2,0
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 2,0
Total 8,0
Desempenho do aluno em cada competência
Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
REDAÇÃO 5
Aluno:***
Idade:***
Colégio:***
NOTA 10,0
Meia-entrada é cidadania plena
Polêmica discussão vem sendo travada na sociedade e no Congresso Nacional acerca da lei da meia-entrada para jovens de baixa renda, idosos, portadores de necessidades especiais e estudantes. Semelhante debate ensejou a questão das cotas raciais em universidades públicas. Embora não haja consenso é com bom senso que se deve considerar tal matéria, e por boas razões.
À juventude pobre [pobre,] lhe é negado o acesso a direitos fundamentais, o que sustenta a criação de mecanismos para que possa realizar plenamente sua cidadania, como é o caso da meia-entrada, que poderia inclusive ser extendida [estendida] a todas as pessoas beneficiadas por programas sociais como o Bolsa Família. O mesmo raciocínio vale para os portadores de necessidades especiais, por também viverem um cotidiano de exclusão.
Já em relação a idosos e estudantes são outros os argumentos. Maiores de 60 anos já contribuíram, a priori, com impostos e, principalmente, trabalho, e merecem, sem exceção, desfrutar dos últimos anos de vida. Já existe, por exemplo, o passe livre no transporte público para essas pessoas. Os que estudam, por sua vez, ainda não contribuíram, na maioria das vezes, nem com impostos nem com trabalho, logo é justificável incentivo em forma de lei para formação intelectual e física, em eventos culturais e esportivos.
A exemplo das cotas, a meia-entrada trata diferentes de forma desigual, que pode se entender como gesto de solidariedade social necessário. Mas como toda lei exije [exige] fiscalização para não haver prejuízo a nenhuma das partes.
Comentário geral
Texto ótimo, que cumpre todos os requisitos necessários de uma dissertação. Há poucos problemas pontuais e de pequena gravidade, que não prejudicam em nada o conjunto do texto. De resto, evidencia-se o domínio da norma culta, a compreensão da proposta e o desenvolvimento correto e coerente da estrutura dissertativa. Por tudo isso, a despeito dos pequenos deslizes, merece a nota máxima.
Aspectos pontuais
Terceiro parágrafo: há no trecho assinalado um problema de ordem lógica. Defende-se a meia-entrada para os idosos porque já contribuíram com o país e o dos jovens porque ainda não contribuíram, o que é uma aparente contradição. Melhor seria dizer que os jovens ainda vão contribuir e, para isso, precisam de investimento em sua formação.
Competências avaliadas
1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 2,0
2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. 2,0
3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 2,0
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. 2,0
5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. 2,0
Total 10,0
Desempenho do aluno em cada competência
Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco
Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório
Nota 1,0 - Regular
FONTE: http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/
